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Psicanálise em Belo Horizonte

Você não repete porque não entendeu. Você repete porque aquilo ainda está resolvendo alguma coisa.

Antes de tudo, uma clareza

Psicanálise e psicologia são coisas diferentes. Psicólogo é profissão regulamentada, com registro em conselho. A psicanálise no Brasil não é profissão regulamentada, e não existe conselho que a fiscalize.

Eu tenho formação em psicanálise e não tenho registro de psicólogo. Na prática isso quer dizer: eu não emito diagnóstico, não faço avaliação psicológica, não aplico teste, não prescrevo e não substituo tratamento. Eu prefiro que você saiba disso antes de marcar do que depois.

O que acontece numa análise

Você fala, eu escuto, e de vez em quando eu faço uma pergunta que muda a direção. Parece pouco e é a coisa mais difícil que existe.

O que a análise persegue é aquilo que você diz sem perceber que está dizendo. O jeito como você conta uma história sempre pela metade. A palavra que você usa para a sua mãe e usa também para a sua sócia. O assunto que você começa e abandona três vezes na mesma hora.

Não é conselho e não é técnica de gestão emocional. É um lugar onde você escuta o que você mesma anda falando.

Por que entender não basta

Esse é o ponto que mais aparece no meu consultório. A pessoa chega com a interpretação pronta. Sabe o nome do que tem, sabe de onde vem, conseguiria dar uma aula sobre o próprio caso. E a vida está exatamente igual.

Isso acontece porque o entendimento é da parte que raciocina, e quem executa é outra parte. Elas não conversam, elas negociam. Enquanto o arranjo antigo continuar resolvendo alguma coisa, ele fica, por mais bem explicado que esteja.

Eu chamo esse arranjo de autocisão. É o corte que a pessoa faz contra si mesma para conseguir se adaptar quando ser inteira sairia caro demais. A análise é onde esse corte pode ser dito em voz alta, e onde ele às vezes deixa de ser necessário.

Para quem

  • Quem já fez terapia e sente que a conversa dava voltas.
  • Quem repete o mesmo tipo de relação, de sociedade ou de sobrecarga com pessoas diferentes.
  • Quem carrega uma história de família que nunca foi contada inteira e sente o peso dela sem saber nomear.
  • Quem quer um lugar para pensar em voz alta sem ser corrigida, aconselhada nem consolada.

Formato

Encontros semanais em Belo Horizonte, presencial, com horário fixo. Nem toda pessoa que me procura precisa de análise, e quando eu acho que precisa de outra coisa eu digo isso na primeira conversa.

Boa parte de quem chega aqui começa por O Avesso, que são quatro encontros de leitura, e só depois decide se quer um processo longo.

Perguntas que sempre chegam

Você é psicólogo?

Não. Eu tenho formação em psicanálise, que no Brasil não é profissão regulamentada, e não tenho registro em conselho de psicologia. Não emito diagnóstico, não aplico teste psicológico e não substituo tratamento de saúde mental.

Psicanálise é aquela do divã e de anos e anos?

O divã é opcional e eu quase não uso. Sobre a duração: análise é um processo aberto e eu não prometo prazo. Se você quer algo com começo, meio e fim marcados, O Avesso é o formato certo.

Qual a diferença entre psicanálise e as outras coisas que você faz?

A psicanálise trabalha pelo que você fala. A hipnoterapia trabalha pelo que aparece quando a vigilância afrouxa. A Ayurveda trabalha pelo corpo. São portas diferentes para a mesma pessoa, e em vários casos eu uso mais de uma.

Posso fazer análise com você e continuar com meu psicólogo ou psiquiatra?

Pode, e em muitos casos eu recomendo. Se você faz acompanhamento psiquiátrico, me conte na primeira conversa. Eu nunca peço que ninguém suspenda medicação, e essa decisão é do seu médico.

Atende online?

Prefiro presencial, em Belo Horizonte. Para quem já começou comigo presencialmente, o acompanhamento pode seguir online.

Antes de marcar, responde sete perguntas

Dois minutos. Nenhuma delas pede o seu dinheiro. No fim você recebe uma leitura do que está acontecendo com você, e aí a gente decide juntos se faz sentido conversar.

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