Tariri · imersão
Rio Negro, Amazonas · 4 a 8 de março
Saber mais

Prática sistêmica imersiva · março de 2027

A floresta devolve o que a cidade dividiu.

Cinco dias no rio Negro, a setenta quilômetros de Manaus, onde a água é preta de tanto chá que a mata despeja nela. Conduzidos do primeiro ao último minuto, para quem já percebeu que anda funcionando em partes.

Quero saber mais Conversa direta no WhatsApp
Arco-íris sobre as canoas vermelhas atracadas na água preta, no fim da tarde
Quando
4 a 8 de março
Onde
Tariri, rio Negro
Grupo
32 pessoas
Incluso
Estadia e pensão completa

Oito minutos

Antes de ler qualquer coisa, veja o rio.

O que a foto não carrega é o som. O vídeo carrega: o motor da canoa, a chuva batendo no telhado de palha, o silêncio de antes do sol.

Quase oito minutos, com depoimentos de quem esteve na edição anterior. As legendas estão no vídeo, então dá para assistir sem som.

Quero saber mais

Por que este convite existe

Você aprendeu a se dividir para dar conta.

A pessoa se corta em partes para dar conta. Eu trabalho com ela inteira: corpo, mente e alma. Erick Leite

Primeiro foi o corpo, que virou transporte da cabeça. Depois a casa, que virou escritório com cama. Depois o domingo, que virou preparação para segunda. Cada corte resolveu um problema imediato e cobrou o preço depois, em forma de cansaço que dormir não cura.

Quem faz isso bem feito costuma ser elogiado por isso. A conta chega em silêncio: a indecisão que trava, a procrastinação que envergonha, a culpa de descansar, a sensação de estar cumprindo uma vida que ninguém pediu.

Nenhuma técnica remonta alguém em uma tarde. Remontar pede tempo contínuo, corpo em outro ritmo e um lugar que não devolva você para a rotina no fim do dia. É por isso que este trabalho acontece a setenta quilômetros de Manaus, dentro da mata, e dura cinco dias.

A floresta ajuda porque ela não negocia. Às três da tarde a chuva cai, e ninguém pergunta se era conveniente. Às seis a noite fecha de uma vez, sem crepúsculo para adiar. O rio sobe e desce no ritmo dele há mais tempo do que existe calendário.

Cinco dias nesse relógio bastam para o seu corpo lembrar que também tem um. Ninguém vai te entregar uma resposta aqui. O que acontece é mais simples e mais difícil: você para tempo suficiente para escutar a sua.

O arco

Cinco dias, cinco movimentos.

Nada de programação aberta para escolher. O arco é conduzido do começo ao fim e cada dia prepara o seguinte. Todas as noites têm roda sistêmica, e é nelas que a maior parte da troca acontece. Fora das práticas, o rio fica disponível.

Trabalho corporal

Movimento conduzido, para chegar onde a conversa não chega.

Fáscia

Trabalho no tecido que envolve o músculo, que é onde o corpo costuma travar primeiro.

Voz

Som e respiração, para soltar o que ficou preso na garganta.

Yoga

Prática pela manhã, adaptada a quem nunca fez nenhuma.

Roda sistêmica

Toda noite, e é onde a maior parte da troca acontece.

04QUI

Chegada e inventário

O grupo se encontra às nove da manhã em Manaus e segue junto para o Tariri. A tarde é de reconhecimento do lugar. À noite vem a primeira roda, de nomeação: o que ficou pendente na cidade e o que veio junto na mala sem ser convidado. Os celulares são guardados por acordo do grupo, e voltam nos intervalos combinados.

05SEX

Onde você se cortou

Yoga logo cedo, antes do calor apertar. Depois, o dia de mapear a divisão. Trabalho sistêmico em campo, ao ar livre, com cheiro de terra molhada e o rio a vinte passos, para localizar o que foi terceirizado ao corpo e o que virou tarefa de alguém que você nem é. A roda da noite recolhe o que apareceu. É o dia mais desconfortável, e o mais necessário.

06SÁB

A travessia

O dia mais longo, no rio. Saída de barco cedo, com a água ainda lisa. Banho em água preta, morna feito chá, longe de qualquer margem com casa. O retorno em silêncio até o fim da tarde. À noite, a roda devolve o que cada um viu. Este é o dia que justifica a viagem inteira.

07DOM

Outra ordem possível

Visita a uma comunidade ribeirinha, onde farinha, peixe e chuva organizam o dia melhor do que qualquer agenda de celular. De volta ao lodge, o trabalho é reordenar: o que fica, o que sai, o que muda de lugar.

08SEG

O retorno

A roda de despedida acontece antes do café, com a névoa ainda subindo do rio. Cada um sai com um acordo escrito consigo mesmo, curto e verificável, e com a data em que vai reler. O translado sai a tempo dos voos da tarde.

Erick Leite conduzindo uma imersão, sentado, falando com as mãos

Erick conduzindo uma imersão.

O rio Negro aberto, com a linha de mata baixa no horizonte e nuvens altas

O lugar

Madeira, água preta e um horizonte sem prédio.

Onde fica

Iranduba, a setenta quilômetros de Manaus, na margem do rio Negro e do lago Acajatuba, na beira de Anavilhanas, o segundo maior arquipélago de rio do mundo. O grupo sai junto de Manaus, e esse trecho está incluso na ida e na volta.

Como é

Cabanas de madeira com ventilador, janela telada e rede na varanda. Sem ar-condicionado. Energia com gerador próprio. Três refeições por dia, fartas, com peixe do rio, farinha e fruta que ninguém precisou trazer de avião. Tem internet, e ela fica disponível nos intervalos.

O que o rio oferece

Um dia inteiro de barco com banho em água preta, visita a uma comunidade ribeirinha, trilha na mata com guia local, jacaré aparecendo na lanterna à noite e o silêncio das cinco da manhã, que é diferente de qualquer silêncio que você conheça.

Água preta

O rio Negro é escuro porque carrega o chá da floresta inteira.

Folha que cai, apodrece e vira tanino. O rio leva isso embora e fica com essa cor de café forte, morno o ano todo, sem mosquito porque a acidez não deixa. Você vai entrar nele. Todo mundo entra.

A canoa grande atravessando o rio Negro, pequena contra a linha de mata

Registro da edição anterior

Fotografias sem retoque, feitas por quem estava lá.

Arco-íris duplo sobre o rio no poente, com as canoas na margem
Participante de braços abertos rindo dentro do barco, no meio do rio
O barco seguindo contra o sol, no igapó
Roda sistêmica noturna na maloca de madeira
O grupo inteiro da edição anterior, reunido na maloca
Sapopema de uma árvore grande na mata alagada

Quem conduz

A condução é a quatro mãos, do primeiro ao último dia.

Ninguém fica sozinho com trinta e duas pessoas na mão. São dois conduzindo o tempo inteiro, e isso muda o quanto cada um consegue ser olhado de perto.

Erick Leite

Erick Leite

Psicanalista, hipnoterapeuta e terapeuta ayurveda

Treinado por monges indianos, com mais de dez imersões na Índia, de Kerala ao Himalaia. Criador do FDA, método terapêutico próprio, e autor de Prosperidade Inesgotável.

Mais de mil pessoas atendidas uma a uma. O que ele faz com esse acervo é traduzir: pegar o que costuma vir embrulhado em vocabulário difícil e devolver em linguagem que dá para usar na segunda-feira.

Dyne Marshall

Dyne Marshall

Psicóloga, professora de yoga e terapeuta ayurveda

Formada em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande, professora de yoga, terapeuta ayurveda e pós-graduada em musicoterapia.

A Dyne trabalha a outra metade. O que foi cortado, excluído ou diminuído para caber continua guardado em algum lugar do corpo, e é ali que ela entra: na fáscia, o tecido que envolve o músculo e registra o que a pessoa aprendeu a segurar. As práticas corporais acontecem todos os dias, conduzidas por ela.


Para quem é

Você reconhece pelo menos três destas.

  • Trava na hora de decidir e depois se cobra pela demora.
  • Não consegue parar, e sente culpa quando para.
  • Sustenta uma vida que funciona por fora e não se reconhece por dentro.
  • Já fez terapia, curso e leitura, e sente que faltou o corpo.
  • Topa cinco dias de agenda conduzida por outra pessoa.

Para quem não é

Qualquer uma destas já basta.

  • Busca descanso e passeio. Existem hotéis melhores para isso.
  • Precisa trabalhar durante os cinco dias.
  • Está em crise aguda e precisa de acompanhamento clínico contínuo.
  • Quer resposta pronta em vez de processo.
  • Não tolera calor úmido e chuveiro simples.

Quem já foi

O que ficou depois de voltar.

Depoimentos de participantes da edição anterior, transcritos como foram ditos.

A minha experiência aqui, em uma palavra: espelho d’água. A Amazônia reflete na água tanta beleza, tanta profundidade, tanto mistério, tanta essência. E foi assim que eu me senti esses dias aqui, no espelho d’água. Momentos inesquecíveis.

Se for para resumir em uma palavra, essa viagem é renascimento. Eu tinha dores lá atrás que eu nem lembrava mais. Minha criatividade estava morta. Estou voltando cheia de energia, com vários projetos já no papel: primeira semana, primeiro mês, primeiro ano.

Eu só me entreguei: se a vida está me trazendo até aqui, deixa eu viver. E foi isso que eu recebi. Como se eu me desse permissão de ir pra vida com a minha essência, com a minha história, comigo. Rodeada de pessoas muito amorosas, muito acolhedoras, e com uma orientação fora da curva do Erick. Ele sabe o que está fazendo e sabe para onde está levando a gente.

Eu já tinha tido uma experiência com constelação familiar. Algo fechou meu coração e eu me afastei. Agora, com essa experiência aqui, meu coração abriu novamente. Porque a forma de trabalhar com os ancestrais é muito melhor. Infinitamente melhor.

Investimento

R$ 12.000

por pessoa, nas 32 vagas de março

Está incluso

  • Translado entre Manaus e o Tariri, ida e volta
  • Quatro noites de hospedagem no Tariri
  • Todas as refeições, da chegada à saída
  • A condução do trabalho nos cinco dias
  • Dia de barco com banho de rio
  • Visita à comunidade ribeirinha

Fica por sua conta

  • Passagem aérea até Manaus
  • A noite anterior em Manaus, e o deslocamento até o ponto de encontro
  • Seguro viagem
  • Compras na comunidade
  • Passeios opcionais fora do arco

Condições de pagamento e formas de parcelamento a gente combina na conversa.

Falar sobre as condições

Antes que você pergunte

As dúvidas que sempre chegam.

Encontro às nove da manhã em Manaus. Os 70 km até o Tariri são por nossa conta.
Como eu chego até o Tariri?

Você compra a passagem até Manaus e chega um dia antes, no dia 3. A noite em Manaus fica por sua conta, e diária de hotel na cidade custa uma fração de qualquer outra coisa nesta viagem.

No dia 4, às nove da manhã, o grupo se encontra num ponto combinado em Manaus e sai junto para o Tariri. Esse trecho está incluso, na ida e na volta. O local exato do encontro e o horário de retorno a Manaus no dia 8 são combinados com você na confirmação da vaga.

Preciso ter experiência com trabalho terapêutico?

Não. O arco é conduzido do começo ao fim e cada etapa é explicada antes de acontecer. A yoga da manhã é adaptada para quem nunca praticou, e o trabalho corporal respeita o que cada corpo aguenta. Quem nunca fez nada disso costuma ter menos resistência que quem já fez muito.

Vou ser obrigado a falar na frente do grupo?

Não. Nenhuma prática exige exposição. Você escolhe o quanto compartilha, e há momentos previstos para quem prefere trabalhar em silêncio.

Posso participar mesmo num momento difícil?

Depende do momento, e por isso existe uma conversa de triagem antes de confirmar a vaga. Ela serve para dizer não quando for o caso. Quem está em crise aguda ou em tratamento psiquiátrico recente é orientado a esperar uma próxima edição.

Tem uso de ayahuasca, rapé ou qualquer substância?

Não. Nenhuma substância é usada, oferecida ou sugerida em nenhum momento da imersão.

Fico sem internet e sem celular?

O lodge tem internet. O que existe é um acordo: durante as práticas os aparelhos ficam guardados, e voltam nos intervalos combinados. Quem precisa avisar alguém consegue avisar todos os dias.

Vou sozinho. Isso é um problema?

A maior parte das pessoas chega sozinha. O grupo se forma nos primeiros dois dias, sem forçar intimidade e sem dinâmica constrangedora.

Vou ficar desconfortável?

Um pouco. O calor é úmido, tem inseto, não tem ar-condicionado e o chuveiro é simples. Em compensação as cabanas são teladas, a comida é boa e farta, e o desconforto que existe vem do lugar, que avisa antes.

Qual a política de cancelamento?

As condições de cancelamento são combinadas na triagem, antes de você confirmar a vaga, junto com a forma de pagamento. Nada é acertado sem você saber de antemão o que acontece se precisar desistir.

Tem restrição de saúde, vacina ou idade?

A trilha é leve e tem alternativa para quem preferir ficar. Restrições alimentares são atendidas, basta avisar na inscrição. Vacina de febre amarela é exigida para viajar ao Amazonas, então confira a sua com antecedência. Qualquer condição de saúde que peça cuidado é conversada na triagem, antes de confirmar a vaga.

4 a 8 de março · 32 vagas

Cinco dias no rio, e o resto do ano com você inteiro.

A conversa começa no WhatsApp, com uma triagem curta. Se não for para você, eu digo.

Quero saber mais
R$ 12.000 · 4 a 8 de março Saber mais